Um filme que chega a ser perturbador e que você termina e fica um bom tempo tentando digerir o que acabou de assistir.
Michael Haneke faz um ótimo estudo de personagens, cria um clima tenso, crescente e usa elementos para construir isso de forma excepcional.
A música é um elemento super importante no filme e é muito bem utilizada. O figurino da personagem principal, que começa sendo praticamente invisível na multidão, e que muda drasticamente, depois que consegue se libertar e colocar para fora o que sente.
A crescente e tensa mudança do personagem de Walter, que também é um ótimo trabalho de seu ator.
Mas o que rouba todo o filme é o trabalho de Isabelle Huppert como a personagem principal, uma atuação poderosa, com um trabalho de voz excelente, e que rosto expressivo ele tem. O diretor sabe da ótima atriz que tem em mãos e emprega planos closu-ups constantes em seu rosto.
Enfim, um filme que choca e te faz refletir sobre o que as pessoas do nosso dia a dia escondem.
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