Confesso que fui ver esse já com um preconceito “Mais um filme de distopia adolescente”. Mas fui surpreendido positivamente.
Uma bela surpresa o que Francis Lawrence consegue extrair aqui com tão pouco.
A história é uma clara analogia aos jovens americanos se alistando na guerra, morrendo por algo que nem mesmo eles entendem.
O interessante é que nos EUA o alistamento não é obrigatório, assim como na “Longa marcha”, mas um personagem chega a falar que não é obrigatório, mas eles estão tanto na miséria, que aquilo acaba sendo a ultima opção, como se não tivessem outra escolha.
Cooper Hoffman está bem, mas o destaque mesmo vai para David Jonsson, que apresenta um trabalho consistente e de uma força tremenda. E seu talento fica evidente, como notamos a diferença entre seu personagem aqui e o recente Alien: Romulus.
A forma como o diretor consegue fazer um filme interessante com basicamente uma caminhada sem fim, merece aplausos. Aqui ele aproveita para filmas paisagens, não apenas de forma contemplativa, mas para mostrar em como naquele mundo, os EUA estão devastados, quase inóspitos, com carros queimados pelas ruas, animais mortos e etc. E não só as paisagens, mas tambem a forma como filma. As mortes por exemplo, parece que cada uma é única, filmada de ângulos e formas diferentes, evitando que o filme caia na repetição.
O final é meio ambíguo, se analisar toda a fotografia e etc, da a entender que algo aconteceu, mas não fica claro, e eu gosto bastante disso.
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