É complicado avaliar um filme que trata de um tema tão sensível mas de uma forma tão forçada.
É claro que é emocionante mostrar a história de crianças assassinadas, mas a forma como o diretor Joshua Seftel faz isso, fica vazio, parecendo que quer apenas nos emocionar acima de qualquer coisa, até mesmo da própria mensagem do filme.
O Projeto de Steve Hartman é totalmente válido, ver alguém da imprensa abrindo seus olhos e perceber que por mais que esses horrores sejam “comuns” no EUA, eles não devem nunca ser tratados como comuns, pois além da notícia que passa após o evento traumático, ficam para trás famílias destruídas, futuros apagados e claro, quartos vazios.
Mas então entramos no documentário que foca em detalhes como “fotógrafo tirando fotos do quarto”, familiares se emocionando, fotos e tudo mais que for necessário para nos fazer se emocionar, mas nunca sem nos aprofundar em nada, em nenhum história, em como resolver isso, em como evitar futuros ataques, nada, apenas arranha a superfície dessa loucura que é um país que deixa suas crianças serem assassinadas e o máximo de medidas que faz são absurdos como “construir estruturas aprovas de bala para proteger professores e crianças dentro da sala de aula”, sem saber que só a necessidade de ter isso, já é absurdo por si só.
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