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Última Fileira crítica de cinema
Crítica · Ação, Comédia

Deadpool & Wolverine

1,0/5

Engraçado como a nostalgia virou um produto, e um produto que vende fácil, vide a bilheteria deste filme.
O problema de Deadpool & Wolverine é que boa parte da nostalgia aqui utilizada já tem como base algo que é ruim. E me estranha o movimento recente de “revisar obras” que começaram a criar um movimento de que “estávamos errados” e na verdade esses filmes eram bons. Pode ser importante, tem muitos filmes que não foram “compreendidos” em seu lançamento, mas aqui o que temos é um monte de filme ruim mesmo, e nada mais.
Vemos por exemplo, o tocha humana aqui representando o filme de 2005 do quarteto fantástico. Não é que o filme ficou bom mas que se assistirmos agora ele é bem menos pior do que muito lixo de filmes de super heróis que são lançados recentemente e então temos essa falsa sensação de que ele ficou bom.
Tínhamos o luxo de ser exigentes naquela época, pedindo um filme com uma qualidade mínima. Hoje, o que resta para a base de fãs é se contentar com aparições aleatórias, frases baratas de efeito, e os “easter eggs” que geram centenas de vídeos no youtube de um único filme e algumas vezes até mesmo de um simples trailer.
Deadpool & Wolverine se resume a isso, pegar o que já era fraco e sem graça e tentar extrair algo. “Há mas ele está justamente fazendo piada disso”, pode até ser, mas a piada também precisa funcionar para ser boa.
O que vi foi muito um estúdio falando “olha, nós tiramos sarro com nossos erros, olha que engraçado” e na verdade está apenas ganhando mais dinheiro com isso, e tenho certeza que os erros continuarão do mesmo jeito.
Gosto do primeiro Deadpool, Ryan Reynolds se encaixa bem no personagem e consegue entregar algo realmente diferente e divertido. Aqui, vejo ele exagerando tanto em tudo que acaba perdendo a graça, posso citar como exemplo a questão da “quebra da quarta parede”, que era sim algo divertido, aqui a quarta parede nem existe mais e tira todo o charme de uma piada que poderia ser pontual e bem usada.
Tocha humana, elektra, e todas as outras “surpresas” do filme, são incrivelmente mal trabalhadas, mesmo se eles usassem a questão de serem filmes ruins como piada, mas novamente, nada funciona.
Nem mesmo o Blade, que para mim de todos que apareceram era o que tinha os melhores filmes, aqui não tem aproveitamento algum, nada nesse personagem me faz lembrar que ele é o Blade dos filmes. Em certo momento ele cita que está usando uma arma do Justiceiro, e fiquei pensando que se substituísse ele pelo justiceiro no filme, não faria diferença alguma.
Hugh Jackman tem boas cenas, ele é um bom ator, mas em boa parte do tempo da para notar que ele está bem no automático.
Enfim, não fui esperando muita coisa, mas me surpreendi negativamente de uma forma que eu não esperava, foi difícil conseguir terminar este.

1,0/5
Nota do Última Fileira
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