Pular para o conteúdo
Última Fileira crítica de cinema
Crítica · Drama

A History of Violence

4,5/5

O que nos define como pessoa? Quem somos atualmente ou os erros do nosso passado?
Por maior que tenham sido os erros do passado, no caso crimes graves, como a história do nosso protagonista, será que eles podem ser perdoados? Uma vida nova, apaga nossos erros?
Um questionamento feito constantemente aqui é justamente sobre essa crise de identidade, o que nos define e etc. Com a revelação principal a esposa chega até mesmo a questionar pois seus sobrenomes são falsos, ficando mais um questionamento, sobre se um nome em uma série de documentos define quem somos.
Para mim, a cena chave desse filme é aquela na qual o Xerife daquela pequena cidade, chega para confrontar o protagonista logo após o mesmo ter simplesmente matado todos os gangster que foram em sua busca. Ele sabe que com pessoas tão perigosas, não tem como um simples dono de restaurante ter saído vivo, sabe que aqueles são profissionais com anos de experiência e não tem como eles terem errado ao identificar a pessoa que buscavam.
Mas em uma cena chave, ele para e vê um porta retratos daquela família, e ali está uma família que ele é amigo, de um homem que conhece a mais de vinte anos, viu os filhos crescerem e de que fazem parte e são respeitados por aquela comunidade. Então mesmo sabendo de tudo (se nota claramente sua agonia e indecisão em suas expressões), ele decide ir embora, esquecer aquilo e apoiar aquela família de amigos, pois não importa quem aquele homem foi no passado, e sim quem ele é agora.
Outro ponto importante é a violência e como ela se perpetua, como ela pode ser uma saída que parece simples, que parece resolver de forma rápida diversas situações, mas ela é como uma espiral que quando começa é difícil dar fim.
Logo após matar os primeiros bandidos e ser declarado o herói da cidade, seu filho resolve o “problema” com um aluno que o perturbava na escola com a violência.
Após se revelar quem realmente é para a esposa, tirar sua mascara e se revelar como um homem que veio da violência, temos uma cena de sexo violenta que resulta em hematomas e marcas pelo corpo, e assim, a violência vai se espalhando, como uma doença.
Com certeza um dos grandes destaques do filme são as atuações, principalmente de Viggo Mortensen, que faz um personagem sempre falando em um tom de voz baixo, calma e sereno. E quando se revela (na cena em que eles trazem seu filho sequestrado), a transformação no semblante é notável.

4,5/5
Nota do Última Fileira
Compartilhe esta crítica
X Facebook Bluesky

Comentários

Leia também

Ver todas as críticas
Críticas

Thesis – Morte ao Vivo 1996

4,0

O quão fascinados somos como sociedade pela morte e violência? Tesis de Alejandro Amenábar, questiona isso…

Críticas

The Last House 2026

2,5

Um filme com um bom potencial. A premissa é interessante, é tem uma clara e boa…

Críticas

Disclosure Day 2026

2,0

Logo após The Fabelmans, que é facilmente um dos melhores filmes de sua carreira, um projeto…