Aqui, em apenas seu segundo longa, vemos que John Carpenter tem um talento nato para trabalhar duas coisas que se tornam sua marca: Ambientes fechados que parecem que vão ficando cada vez mais Enclausurantes e uma trilha sonora responsável por deixar a ambientação cada vez mais tensa.
Logo no começo do filme, vemos um grupo de jovens de uma gangue sendo assassinados por uma emboscada de policiais. Isso gera uma revolta em outros membros que fazem uma espécie de pacto de sangue para se vingar.
O que resulta em uma onda de violência pela cidade, com uma das mortes mais impactantes de todos os filmes do Carpenter.
Por fim, vemos uma guerra desses jovens, com os protagonistas do filme, em uma crescente de tensão e enclausuramento.
Fica claro que o ciclo de violência nunca tem fim, policiais matam gangster, que matam pessoas e policiais, que por fim matam mais gangster e Carpenter deixa claro que aquilo parece não ter fim, por mais que sempre matem eles, eles surgem aos montes, deixando claro que essa não é a solução. Mesmo no fim, após a “vitória”, vários deles fogem com a chegada dos reforços da policia.
Enfim, uma guerra sem fim, representada em um filme da década de 70, que quase cinquenta anos depois, continua exatamente igual.
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