A tragédia de um ser que não pediu para existir, mas a partir do momento que existe é rejeitado e odiado por todos, mesmo seu semelhante, não lhe restando lugar no mundo, só entre os mortos.
Interessante como aqui tudo parece ser uma evolução do filme anterior. Não só pela grandiosidade do filme, como por exemplo na cena de criação do novo monstro, que aqui é muito mais elaborada, mas também como filme em si, dá para notar uma clara evolução do James Whale como realizador.
Temos movimentos de câmera, construção de planos e toda uma mis en cene muito mais elaborada, que deixam o filme muito bonito e no tom certo de terror e tensão.
Gosto muito de como diferente do filme anterior, aqui o monstro tem um destaque muito maior, com foco em sua tragédia e como ele sofre o tempo inteiro e explode em raiva e violência.
O filme toca em outros pontos interessantes, como toda a questão da ética de se criar vida, e o limite de até onde ir para conseguir esse fato histórico.
Enfim, gostei do filme anterior, mas esse é uma evolução em todos os aspectos, melhorando justamente os pontos que critiquei no primeiro filme.
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