William Friedkin cria uma obra que fala sobre paranoia, loucura e principalmente amor incondicional.
Peter (Michael Shannon), entra repentinamente na vida de Agnes (Ashley judd), e logo se cria uma conexão entre ambos. Peter é inicialmente retraído, quieto e sempre fala com um tom de voz baixo e tranquilo, mas logo começa a se revelar como alguém que tem uma séria paranoia.
Gosto como William Friedkin cria pequenas pistas ao longo do primeiro ato do filme, para mostrar que Agnes é uma pessoa com feridas abertas, e que também tem seus momentos de paranoia (adoro a cena do panfleto no carro).
Com sua vida sendo tão perturbada, com marido abusivo, trauma familiar e etc, a chegada de Peter, que é alguém com quem ela se identifica, faz com que ela se apegue e crie um laço muito forte com ele de forma rápida, o que gera todas as consequências do filme.
Gosto de pensar em Agnes como alguém a beira do precipício da loucura e Peter é não só quem empurra ela, mas quem se joga junto.
William Friedkin faz um trabalho primoroso aqui na direção do terceiro ato desse filme, com planos que criam uma tensão constante, sempre deixando o ambiente cada vez mais enclausurado e em conjunto com uma fotografia que deixa tudo muito mais “desconfortável”.
Destaque para as atuações aqui, já que é basicamente um filme de dois personagens em um único ambiente, mas que é completamente carregado na atuação de ambos, e os dois conseguem acompanhar toda a crescente que o filme demanda.
Mais um grande filme desse que foi um dos grandes diretores americanos.
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