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Última Fileira crítica de cinema
Crítica · Drama

One Battle After Another

3,5/5

Enquanto temos de um lado uma demonstração quase satírica de uma extrema direita anti-imigração e supremacista branca, muito bem representada pelo coronel Steven J. Lockjaw (Sean Penn não só como a melhor coisa do filme, mas provavelmente um dos melhores papeis de sua carreira) e sua tentativa de entrar na seita do Santa Claus.
Temos do lado oposto o personagem do Leonardo de Caprio mandando um “Viva la revolución”, mas não antes de acender mais um baseado.
Se torna o famosos estereótipo do “revolucionário de sofá”, não só isso mas temos “revolucionários” que são muito mais egoístas do que interessados em “uma causa”. Estão ali pela adrenalina, pela emoção e quase nada pelos outros. Tanto que na primeira oportunidade, temos delatores, que acabam se entregando até muito fácil, personagens que na primeira dificuldade, abandonam a “revolução” e assim como Bob, preferem ficar queimando neurónios no sofá.
Temos sim alguns que realmente podem se dizer que deram a vida pela revolução, como a personagem da Regina Hall, mas no geral o que vemos é isso, uma “revolução” em que não conseguem se livrar do sistema, não conseguem ter sequer uma base forte.
Ai que entra aquele que para mim é o melhor personagem do filme, o Sensei, vivido pelo Benício Del Toro, é um homem inteligente, que não está interessado em ir para guerra contra o sistema, muito provavelmente sabendo que não tem chance contra ele, mas sim, contorna o sistema, dando voltas nas forças armadas e conseguindo ser muito mais efetivo. Ajudando dezenas de famílias e pessoas que só querem uma chance na vida e isso tudo sempre calmo e tranquilo, como o Sensei que é.
Para mim o filme demora para engrenar e o começo foi meio enfadonho, assim como o final que ficou meio bobo como “Qual a próxima aventura da turminha”. Mas ainda assim, um ótimo filme que tem cenas e momentos memoráveis (sim, a perseguição na estrada é uma das melhores cenas dos últimos anos), atuações ótimas (novamente Sean Pean maravilhoso), boas críticas políticas (apesar de achar que poderiam ser mais incisivas) e um trabalho consistente na direção do PTA. Não acho que seja seu melhor filme e provavelmente nem o melhor do ano, como estão vendendo, mas ainda assim, um ótimo filme.

3,5/5
Nota do Última Fileira
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