Um filme com um bom potencial. A premissa é interessante, é tem uma clara e boa analogia ao período de confinamento da pandemia. Ainda temos boas atuações (Wagner sempre conseguindo extrair o melhor de seus personagens) e um clima de suspense e mistério muito bom na primeira parte do filme.
Logo depois o filme começa a se transformar e temos seu declínio claro. A necessidade de tornar o final do filme em um amontoado de cenas de ação genericas destrói tudo o que foi construído.
Temos vários problemas aqui, eu por exemplo não me apego muito as inúmeras conveniências do roteiro que fazem aquela família sobreviver. Mas tem coisas que já puxam o filme para baixo. O filme tem uma clara dificuldade de demonstrar a passagem do tempo e também como todo esse tempo tem peso nas pessoas. O máximo que chegamos perto disso é o personagem de Wagner Moura aparecendo em uma única cena de dois minutos com uma barba e cabelo grande e só isso.
Fica claro o por que a Netflix escolheu Louis Leterrier para a direção desse projeto já que é um diretor com uma carreira no cinema de ação.
Uma clara ideia de que se tinham uma boa ideia de inicial e quiseram focar justamente naquilo que é justamente o ponto mais fraco do filme. Não só por ser algo que destoa do resto do filme, mas também é muito mal dirigido, cenas de ação com cortes rápidos, e que mal se entende o que acontece em cena. Mas não só isso, toda a ideia de como eles conseguem escapar e serem deixados para viver é de uma das coisas mais bobas e inacreditáveis que vi esse ano.
Uma pena, mas espero que o Wagner tenho melhores projetos no futuro para poder se consolidar no mercado.
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