Terence Young faz aquele que é o filme mais “Hitchcockiano” mas que não é feito pelo Hitchcock.
Tudo muito bem construído aqui, desde roteiro com dicas que serão utilizadas mais a frente, personagens bem construídos, um vilão clássico e uma atuação primorosa de Audrey Hepburn, que faz uma personagem principal daquelas que leva o filme praticamente sozinha.
Mas o destaque realmente vai para a direção, todo o clima crescente de tensão, que culmina na cena final de embate, que é genial. Todo o trabalho de fotografia também é ótimo e ajuda muito na tensão das cenas e o uso do escuro quase como uma ferramenta narrativa é o ponto alto do filme.
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