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Última Fileira crítica de cinema
Crítica · Terror

In the Mouth of Madness

5,0/5

Um filme da filmografia de Carpenter que sempre posterguei e agora me arrependo bastante de não ter visto antes. Que grata surpresa.
Carpenter em uma direção madura e inventiva entrega em A Beira da Loucura, um de seus melhores trabalhos.
Incrível como tudo funciona bem aqui, um dos roteiros mais interessantes de sua filmografia é transformado em um horror cósmico que tem uma crescente constante de mistérios, paranoia e horror.
Tudo feito com um trabalho primoroso de design de produção, trilha e decupagem. Fazia tempo que não me sentia tão instigado por um filme.
São tantas cenas memoráveis que é difícil elencar qual a melhor, mas acho que fico com a de dois personagens peculiares andando de bicicleta.
Temos também a cena de Sam Neill tentando sair da cidade e sempre retornando, mas com soluções simples, Carpenter torna a cena ótima, desde as faixas da estrada se tornando um jogo de luz laranja, a ele sempre inverter o eixo da cena quando ele retorna, deixando tudo confuso como o personagem está se sentindo.
Câmeras com grandes angulares que ajudam a distorcer os ambientes, cenários que passam uma certa angustia (gosto do manicómio) e um design de produção atento a cada detalhe (adoro a evolução do quadro)
E ainda temos uma história super interessante de “O que é real?”, com uma perda gradual da sanidade, personagens se perguntando o que são e quais suas funções na vida (“não sei quem veio primeiro, nós ou os livros” e “tem que ser assim, é assim que acontece nos livros”);
E para fechar, aquele que é para mim até agora um dos melhores finais do Carpenter (só fica atrás do de The Thing ), com uma meta linguagem genial e que faz todo o sentido no filme.

5,0/5
Nota do Última Fileira
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