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Última Fileira crítica de cinema
Crítica · Terror

Christine

4,0/5

A ideia de masculinidade atrelada ao carro em que o homem usa a presença de um carro esportivo ou carro “possante” para representar o quanto é “homem”, aqui é levado a outro patamar, com o carro sendo quase que uma figura feminina, apaixonada, ciumenta e possessiva.
Nesta minha maratona de Carpenter, posso ficar meio repetitivo nesse ponto, mas não tem como, o que melhor o diretor sabe fazer é a ambientação, criando um clima único de tensão.
Aqui assim como em outros clássicos seus, toda a crescente da história, a tensão constante, a trilha sonora ampliando tudo isso são o que tornam os seus filmes inesquecíveis.
O “monstro” ser aquele que é um dos maiores sonhos de consumo do jovem americano é genial. Um carro para “impressionar garotas”, mas que na verdade, quer ser “a única garota”.
Toda a cena de perseguição com Christine em chamas é uma das melhores da carreira de Carpenter.
Destaque também para a batalha final com o carro se mostrando o “monstro” e com um para-choque danificado que simulam dentes.
O único ponto negativo aqui para mim fica com a dupla de jovens atores principais, sinto que eles tentaram, mas não conseguem entregar o que seria necessário para o filme, ficam devendo um pouco, mas nada que estrague a experiência desse clássico dos anos 80.

4,0/5
Nota do Última Fileira
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