The Witch
- Ano
- 2015
Um terror simples, focado em desenvolver sua história de forma que não é necessário nenhum das grandes convenções do gênero para funcionar. Aqui não tem jump scare (só um talvez), não tem um uso sem sentido de gore, nem nada do tipo, mas tem tudo o que um bom terror precisa: Te deixar assustado e apreensivo.
O Filme, que se passa em 1630, começa com uma espécie de julgamento onde um pai de uma família se vê obrigado a se mudar de seu vilarejo pois as pessoas não aceitam ele ser “mais religioso” do que todos ali e viver pregando que ele é quem é o verdadeiro cristão.
A família se muda então para uma clareira ao lado de uma densa floresta. E já é interessante notar todo o clima de “tem algo errado aqui” criado não só pela fotografia mas principalmente pela trilha sonora.
Tudo começa a dar errado quando o filho mais novo da família, ainda recém nascido, some de forma misterioso. Mas o filme não guarda segredos, logo em seguida já vemos que o destino daquela criança é a morte pela mão de uma bruxa, que utiliza seu corpo em um ritual macabro.
E essa situação macabra acaba desenvolvendo toda uma série de desentendimentos naquela família, que começa a viver em constante sofrimento, sem saber o destino do filho e também por indiretamente colocaram a culpa em Thomasin, que estava com a criança na hora do sumiço.
Thomasin é o ponto mais importante do filme, uma jovem que começa sendo a mais “fiel” a religião, pois enquanto toda a família prega o tempo todo a religião acima de tudo, sempre falando sobre o pecado e como evitar, são justamente os verdadeiros pecadores. O pai mente constantemente, é covarde, a mãe é gananciosa e tem ira contra a própria filha. O irmão deseja a própria irmã, e os irmãos mais novos, são justamente os que fizeram pacto com o demônio.
Enquanto ela é constantemente acusada e agredida, chega ao nível de os pais quererem vender ela para ao mesmo tempo se livrar dela e conseguir comprar comida.
Em uma época que pelo simples fato de pensarem diferente, mulheres eram acusadas de bruxaria e queimadas vivas por isso, Thomasin é acusada constantemente ser uma bruxa pelos irmãos e em certo momento até pelos pais. Chega em um momento que ela mesmo se auto proclama Bruxa mas como uma defesa, um momento de explosão contra os irmãos em que o “ser bruxa” é uma arma de defesa, uma mulher se impondo vira um bruxa.
No fim, Thomasin entra em um estado de aceitação ao nível que a única coisa que lhe resta é revidar e se proteger. Por fim, se liberta com a ótima cena “se livrando de suas amarras” e aceita “se tornar uma bruxa”, alcançando sua liberdade total, e no fim temos a ótima cena das bruxas dançando em volta da fogueira, com a cena mágica para fechar, afinal, mulheres livres podem voar…
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